segunda-feira, 19 de novembro de 2018


Reino Animal

​O Reino Animal, Animalia ou Metazoa é composto por organismos heterótrofos, ou seja, aqueles que não produzem o próprio alimento.
Essa é uma das principais características do grupo e que os diferencia de outros seres vivos, como dos vegetais.
Os seres que pertencem ao reino animal são eucariontes e pluricelulares. Eles possuem capacidade de locomoção e grande parte fazem reprodução sexuada.
Os animais são classificados em diversos filos, sendo muitos deles animais invertebrados (aqueles que não possuem vértebras).
Os animais vertebrados que possuem crânio, vértebras e coluna dorsal pertencem ao Filo dos Cordados.
O desenvolvimento embrionário determina características importantes para sua classificação, todos os animais possuem o estágio da blástula no seu desenvolvimento.

Características do Reino Animal

  • Eucariontes: células com núcleo diferenciado, ou seja, envolvido por membrana;
  • Heterótrofos por ingestão: necessitam ingerir outros seres vivos, pois não produzem o próprio alimento;
  • Pluricelulares: corpo formado por muitas células com funções específicas;
  • Aeróbicos: respiram o oxigênio que retiram do ar ou da água, conforme o meio em que vivem;
  • A reprodução é sexuada, ou seja, envolve a união de gametas. Mas alguns invertebrados fazem de modo assexuada.
  • Não possuem celulose e clorofila (aclorofilados), uma característica que os diferencia dos vegetais;
  • Possuem tecidos e órgãos, com exceções dos filos mais simples como os Poríferos;
  • Presença da blástula: esfera de células, oca, com líquido no interior. É a segunda fase de segmentação das células no desenvolvimento embrionário depois da formação do zigoto (mórula-blástula-gástrula-nêurula).
  • Presença de Celoma, uma cavidade embrionária presente em todos os vertebrados, sendo que os platelmintos são pseudocelomados e os poríferos não possuem;
  • A maioria dos animais têm simetria bilateral: duas metades do corpo simétricas. Também pode acontecer a simetria radial (vários planos longitudinais a partir do centro do corpo, exemplo: equinodermos) ou ainda ausência de simetria (esponjas)

Filos do Reino Animal
O reino animal é dividido em diversos filos. Os principais são: poríferos, cnidários, platelmintos, nematódeos ou nematelmintos, anelídeos, equinodermos, moluscos, artrópodes e cordados.

Animais Vertebrados

Os animais vertebrados são pertencentes ao Filo dos Cordados (Chordata). A principal característica do grupo é a presença da medula espinhal e coluna vertebral.
Os animais cordados são divididos em 5 classes: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Peixes
Os peixes são animais com o corpo coberto por escamas e respiração branquial(retiram oxigênio da água). Não controlam a temperatura do corpo (pecilotérmicos). São exemplos de peixes: o dourado, a arraia e o tubarão.

Anfíbios
Os anfíbios são animais que dependem da água na fase larval (respiração branquial) e passam por uma metamorfose corporal na vida adulta e adquirem a respiração pulmonar, é o caso dos sapos, rãs, pererecas e salamandras. Eles são ainda animais pecilotérmicos.

Répteis
Os répteis são animais que possuem respiração pulmonar e corpo coberto de escamas ou carapaça. Podem viver na água ou na terra e são pecilotérmicos. São exemplos as tartarugas, jacarés e lagartos.


Aves
As aves são animais com o corpo coberto de penas e que possuem respiração pulmonar, controlam a temperatura do corpo (homeotérmicos). São exemplos de aves: galinha, avestruz, ema, pinguim, papagaio e beija-flor.

Mamíferos
Os mamíferos apresentam pelos, são homeotérmicos e possuem respiração pulmonar. Uma das principais características do grupo é o fato das fêmeas alimentarem os filhotes através das glândulas mamárias. São exemplos de animais mamíferos os seres humanos, gatos, cachorros e morcegos.

Animais Invertebrados

Os animais invertebrados são representados por inúmeros filos com características bem diferentes, mas todos são pluricelulares e não possuem parede celular.
Existem oito filos de animais invertebrados, são eles: poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, equinodermos e artrópode.
Poríferos
Os poríferos são animais primitivos de água doce ou salgada. Eles são organismos que não possuem órgãos, nem capacidade de locomoção e a reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Exemplos: esponjas.


Cnidários
Os cnidários vivem em água doce ou salgada e alguns deles possuem capacidade de locomoção enquanto outros são sésseis. Uma característica que os torna peculiares é a presença de um tipo celular específico, os cnidócitos. Alguns exemplos de cnidários são águas-vivas, os corais, as anêmonas-do-mar, as hidras e as caravelas.

Platelmintos
Os platelmintos possuem corpo achatado e podem ser de vida livre ou parasitas. São exemplos, as tênias, solitárias, esquistossomos e planárias.



Nematelmintos
 Os nematódeos ou nematelmintos possuem o corpo cilíndrico e podem ser de vida livre ou parasitas de humanos e plantas. São exemplos as lombrigas, oxíuros e outros vermes.






Anelídeos

Os anelídeos possuem o corpo segmentado, composto por anéis. Eles vivem em habitats úmidos na terra e nas águas doces ou salgadas. São exemplos: minhocas, poliquetas e sanguessugas.






Equinodermos

Os equinodermos são animais marinhos com presença de exoesqueleto calcário e sistema hidrovascular. O corpo deles possui simetria pentarradial, ou seja, com 5 lados iguais. São exemplos: pepinos-do-mar, estrelas-do-mar e ouriços-do-mar.




Moluscos
Os moluscos são animais de corpo mole com presença de concha, a qual pode ser interna (lulas e polvos) ou externa (caramujos, mexilhões). Eles habitam ambientes de água doce ou salgada e terras úmidas. São exemplos de moluscos, os mexilhões, polvos, lulas, lesmas, ostras e caramujos.
Artrópodes 
Os artrópodes compreendem um filo muito diversificado. Eles são caracterizados pelo corpo segmentado e presença de exoesqueleto de quitina.



Os principais artrópodes são:
  • Insetos: borboletas, abelhas, baratas, moscas;
  • Aracnídeos: aranhas, ácaros, escorpiões, carrapato;
  • Miriápodes: centopeia, lacraias, gongolos;
  • Crustáceos: lagostas, caranguejos, siris, camarões.





quarta-feira, 15 de agosto de 2018

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Vídeos da feira de ciências.


Bactérias



Ainda seguindo seu instinto se pôs a analisar vários outros materiais e sempre notando a presença dos mesmos seres. Foi o primeiro relato oficial de observação desses organismos, mais tarde denominados "bactérias". Ainda sem nome, esses seres foram sucedendo os anos sem ter a atenção merecida e somente ao final do século XIX, o médico alemão Robert Koch descobriu que estes pequenos animais estariam causando uma doença no gado. Só então passaram a ser objeto de estudos mais aprofundados sobre sua origem, sua função e sua consequência envolvendo danos que poderiam causar à espécie humana.
Estudos mais tarde revelaram que certas doenças como a lepra e a gonorréia eram de fundo bacteriano, por isso houve, na época, um certo temor de que todas as bactérias fossem maléficas. Já que estavam (e estão) por toda parte, inclusive por toda a extensão de nosso corpo. Ou seja, estamos transportando bactérias, somos seus vetores.
Mas foi preciso anos de dedicação à estas criaturas minúsculas para entender que elas também tem seu lado bom. Muitas espécies são extremamente úteis tanto para os humanos como para o solo, para as plantas e para outros organismos. E ainda, principalmente, para a indústria alimentícia, já quem muitas bactérias atuam na fermentação de leite e na produção de diversos alimentos lácteos, como o iogurte, por exemplo. No entanto, Louis Pasteur e Koch descreveram pela primeira vez os malefícios causados pelas bactérias.
Posteriormente, Christian Gottfried Ehrenberg se inspirou no tamanho e na forma destes animálculos e deu a eles o nome de bacterium, que provém do grego "βακτηριον" que significa "pequeno bastão".
Vírus

Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNAou os dois juntos (citomegalovírus).
A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.
Das 1.739.600 espécies de seres vivos conhecidos, os vírus representam 3.600 espécies.
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes(organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes.
Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.
O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios.
São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.

Vírus, seres vivos ou não?

Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade biossintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.
Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.

Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados "partículas infecciosas", ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aíi todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como a própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus.

Seres vivos 

Unidades I e II


Taxinomia (classificação taxonômica)

O ramo da Biologia que se dedica a classificar e a dar nomes aos seres vivos é a taxonomia.
A taxonomia organiza os seres vivos em categorias hierárquicas ou táxons.
Nessa classificação os táxons menores estão incluídos em táxons maiores.
Classificar é uma característica inerente aos seres humanos, como por exemplo:

  • Arquivos em uma escola separados em ordem alfabética;
  • Coleção de figurinhas e cartões telefônicos;
  • Livros em uma biblioteca;
A taxonomia pode ser comparada a um arquivo bem organizado de informações sobre os seres vivos.
Imagine que cada documento desse arquivo contenha os dados sobre uma espécie de organismo e que documentos semelhantes poderiam ser reunidos em uma pasta, que representaria um gênero.
Na pasta referente ao gênero Canis, por exemplo, estariam as espécies C. lupus, C. familiaris e C. latrans.
Pastas de gêneros semelhantes seriam reunidas em gavetas de um armário; as gavetas corresponderiam às famílias e os armários às ordens.
Todos os armários em uma sala pertenceriam à mesma classe e salas de classes semelhante corresponderiam ao mesmo filo.

O Sistema de Lineu: Sistema Binomial

Em 1735, o botânico e médico sueco Carl Von Linné (1707 - 1778; Lineu em português) estabeleceu a espécie como unidade básica de classificação.
Lineu reuniu os seres vivos em cinco grupos taxonômicos: reino, classe, ordem, gênero e espécie - e propôs uma hierarquia de semelhança entre eles.
Depois, outros pesquisadores acrescentaram dois grupos: filo (para animais) ou divisão (para vegetais e fungos) e família.
Espécies muito parecidas podem ser reunidas no grupo gênero; neste o grau de semelhança é menor que na espécie.
Gêneros afins formam famílias e estas compõem ordens, que se reúnem em classes.
Os filos ou as divisões são compostos por classes semelhantes.
Os diversos filos ou divisões são reunidos em reinos.
Lineu propôs também o uso de palavras latinas para denominar os organismos, unificando mundialmente a linguagem científica e evitando confusões geradas pela existência de nomes populares diferentes para a mesma espécie.
Estabeleceu ainda a nomenclatura binominal (ou binomial) para a espécie, ou seja, o nome de uma espécie é formado sempre por duas palavras.
A primeira indica o gênero e a segunda, o termo ou epíteto específico (o epíteto, palavra que qualifica algo, costuma ser um adjetivo, como sapiens, que quer dizer sábio, ou um nome de pessoas latinizado).
Esse sistema apresenta regras que devem ser seguidas em todo o mundo a fim de facilitar a comunicação entre pesquisadores de diversos países.

As regras

  • Todos os nomes científicos devem ser escritos em latim; se derivarem de outra língua, deverão ser latinizados.
  • Os termos que indicam gênero até reino devem ter inicial maiúscula;
  • O gênero é sublinhado ou escrito em itálico.
  • O primeiro termo indica o gênero
  • O segundo nome, o termo específico, escrito com inicial minúscula (se representar uma homenagem a alguém importante do país onde foi descrita a espécie, aceita-se o uso da inicial maiúscula).
  • A nomenclatura de uma subespécie (populações da mesma espécie geograficamente isoladas, que podem, no futuro, formar novas espécies) é trinominal (trinomial).
Ex. Crotalus terrificus terrificus (cascavel brasileira), Crotatus terrificus durissus (cascavel da Venezuela, Colômbia e América Central).
  • A designação do subgênero aparece entre o gênero e o termo específico, entre parênteses, com inicial maiúscula:
Aedes(Stegomya) aegypti (mosquito que transmite os agentes causadores da febre amarela e da dengue).
  • Se o autor da descrição de uma espécie for mencionado, seu nome (por extenso ou abreviado) deve aparecer em seguida ao termo específico sem pontuação.
A data em que ele descreveu essa espécie vem após seu nome, precedida de uma virgula ou entre parênteses: Trypanosoma cruzi Chagas, 1909 (protozoário que provoca a doença de Chagas).
  • Quando uma espécie é transferida de um gênero para outro ou muda-se o gênero, o nome do autor da primeira classificação é colocado entre parênteses.
Em 1758, Lineu classificou uma espécie de formiga como Formica sexdens; em 1804, o cientista dinamarquês Johan Christian Fabricius (1743-1808) transferiu-a para o gênero Atta.
Podemos, então, escrever: Atta sexdens (Linnaeus, 1758) Fabricius, 1804.

Lei da prioridade

Têm prioridade os nomes apresentados em primeiro lugar de 1758 (data da décima edição do livro de Lineu, na qual ele apresentou uma revisão de suas regras) para cá se os autores os publicarem em revistas científicas seguindo todas as regras.
É necessário também que na publicação conste uma descrição do animal.
Assim, se um pesquisador, por acidente, descrever um animal já classificado, prevalecerá o nome inicial.

Categorias Taxonômicas

As principais categorias taxonômicas ou táxons atuais, são em ordem decrescente:
REINO → FILO ou DIVISÃO → CLASSE → ORDEM → FAMÍLIA → GÊNERO → ESPÉCIE


Apresentações em sala de aula tema: Consumismo